Mostrando postagens com marcador Só Enfermagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Só Enfermagem. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Registro de Enfermagem


Sumário                                                                                                      Data 28/04/2016 9hs

GNSS ,25 anos, sexo feminino, universitária, raça branca caucasiana, casada, natural e procedente de Alagoas; evangélica, reside na região urbana, possui saneamento básico, água encanada e coleta regular de lixo, Admitida no serviço de saúde deambulando sem alterações na marcha,lúcida e orientada no tempo e espaço, relata quadro de cefaleia na região  frontal de característica pulsante,constante e recorrente, a mesma também apresenta quadro de refluxo, para o qual faz uso de omeprazol; Histórico familiar de enfisema pulmonar, Câncer de esôfago, cardiopatias e AVE entre seus familiares; Relata alergia à dipirona sódica, anti-inflamatórios e a corantes laranja e amarelos; Não faz uso de tabaco, drogas ilícitas ou bebidas etílicas é sedentária ; possui dieta balanceada e freq. de 4x ao dia, hidratação regular (bebe pouca água); funções fisiológicas regulares evacua 5x por semana e a urina se apresenta cor ouro e sem sedimentos. relata durante entrevista estar sob stress devido a fatores profissionais o qual lhe causa dificuldades no sono; Ao exame físico: aparência integra, asseada , crânio normocefálico, linfonodos presentes, macios , palpáveis e indolor, face simétrica; paciente faz uso de óculos corretivos para caso de miopia, pele integra cílios bem inseridos e distribuídos, conjuntiva hidratada e corada, esclera clara, úmida e brilhante, pupilas isocóricas, reagentes a estímulos luminosos, sem alterações aparentes, pavilhão auditivo integro e bem higienizado e simétrico, trago firme e indolor, acuidade auditiva presente; seios nasais transluminosos e indolores, presença de grumos; Cavidade oral integra sem lesões, devidamente higienizada, apresenta vários dentes com restaurações; tórax simétrico, MMSS Íntegros, relativa escoliose,FR 18rmp; boa expansividade tóraxica, sem nódulos, sem presença de dor, AP= MV+ bilateralmente s/RA; FC 90bpm;( MSE) ;  PA 123X86mn;PU 85bpm; Abdomem retilíneo, pele integra, RHA+ sem sinais de dor ou lesões.MMSS e MMII se apresentam íntegros e com movimentos preservados. Registrado pela graduanda de enfermagem Márcia Regina Barbosa da Silva.
       
Diagnóstico de enfermagem:
Paciente apresenta sinais Cefalgia e de desidratação.
Paciente descreve estar sofrendo com distúrbios no sono e stress.
Paciente relata histórico familiar com casos clínicos que denotam atenção especial.

Planejamento e Implementação:
Medicar paciente conforme orientação médica.
Orientar paciente sobre  necessidade de  hidratar o organismo.
Informar sobre os benefícios dos exercícios físicos para saúde, sono e ação anti stress do mesmo.
Prevenir o paciente sobre a necessidade de acompanhamento médico preventivo relativos aos históricos clínicos familiares para realização de exames de prevenção e possíveis controles.

Resultado esperado:
Paciente com cefalgia controlada e com boa hidratação;Com condicionamento físico fortalecido e bem orientado sobre os riscos de não realizar cuidados preventivos aos históricos familiares.



Márcia Regina Barbosa da Silva.
Maceió,28 de abril de2016.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Modelos de Roteiros para Enfermagem.


ROTEIRO PARA A ANOTAÇÃO E EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM PARA PACIENTE INTERNADO
1.        TUDO QUE SE VÊ AO ENTRAR NO QUARTO DO PACIENTE:
Posição no leito
Mobilidade
Nível de consciência
INSPEÇÃO GERAL  (SEMIOLOGIA)
 
Tipo de Fala
Humor e Atitude
Vestuário
Higiene pessoal
Estado nutricional
Coloração da pele
Dispositivos em uso. Ex.: gelco, scalp, sondas, curativos
Queixas do paciente (tudo que ele refere)

2.        SINAIS VITAIS:
Temperatura, Freqüência Respiratória e Cardíaca, Pressão Arterial
Peso e altura (quando possível)

3.        EXAME FÍSICO:
ü CABEÇA E PESCOÇO
ü MAMAS
ü SISTEMA RESPIRATÓRIO: inspeção, palpação, percussão.
Na ausculta utilizar: AP= MV+ bilateralmente s/RA ou AP= MV+ diminuídos à D ou E com sibilos ou estertores (qual) ou outros, significa:
                                    Ausculta Pulmonar: Murmúrios Vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios ou Murmúrios Vesiculares presente, porém diminuídos à Direita ou Esquerda com... (descrever o ruído adventício auscultado).
                                                            
ü SISTEMA CARDIOLÓGICO: inspeção, palpação.
Na ausculta utilizar: AC= BRNF em 2T Øsopros ou BANF ouBRhiperfonéticas ou BRhipofonética, significa:
Ausculta Cardíaca= Bulhas Rítmicas Normofonéticas em 2 tempos sem sopros ou Bulhas Arrítmicas Normofonéticas em 2 tempos sem sopros ou Bulhas Rítmicas hiperfonéticas ou hipofonética em 2 tempos sem sopros.

ü SISTEMA ABDOMINAL: inspeção, ausculta, percussão, palpação
Ao redigir o exame, utilizar para ausculta RHA+ ou RHA- ouRHA+diminuídos ou aumentados á... (colocar a localização), significa: Ruídos Hidroaéreos Positivos ou negativos.
        
ü SISTEMA GENITO URINÁRIO
ü SISTEMA LOCOMOTOR
ü PELE E ANEXOS

4.        CUIDADOS REALIZADOS:
Anotar todos os cuidados que foram feitos com o paciente: banho (tipo), higiene oral, lavagem do couro cabeludo, estética do leito, curativos (localização, aspecto, soluções utilizadas para limpeza e tratamento), e outros.
5.        INTERCORRÊNCIAS: tudo o que ocorrer de imprevisto.

ROTEIRO PARA A ANOTAÇÃO E EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM PARA ADMISSÃO DO PACIENTE
1.      REGISTRAR DATA E HORA DA ADMISSÃO

2.      OBSERVAR E ANOTAR COMO O PACIENTE CHEGOU:
ü  Procedência (residência, pronto – socorro, transferência de outra instituição ou outro setor intra- hospitalar)
ü  Tipo de tratamento, médico ou especialidade responsável.
ü  Acompanhante (familiar, vizinho, amigo profissional de saúde).
ü  Condições de locomoção (deambulando, com auxílio, cadeira de rodas, maca, carregado).

3.      CONDIÇÕES GERAIS:
Nível de consciência
    INSPEÇÃO GERAL  (SEMIOLOGIA)
 
Tipo de Fala
Humor e Atitude
Vestuário
Higiene pessoal
Estado nutricional
Coloração da pele
Dispositivos em uso. Ex.: gelco, scalp, sondas, curativos
Queixas do paciente (tudo que ele refere)dados informados pelo paciente ou responsável (indicar
fonte de informação): queixas de dor no momento, desconforto, alergias, patologias preexistentes,
uso de medicações.

4.      ANOTAR ORIENTAÇÕES FEITAS AO CLIENTE OU FAMILIARES:
  (jejum, coleta de exames,etc.).

5.      ANOTAR A DESCRIÇÃO DOS PERTENCES:
  (o que permanece com o cliente e os devolvidos e a quem devolveu).

6.         SINAIS VITAIS:
  Temperatura, Freqüência Respiratória e Cardíaca, Pressão Arterial
  Peso e altura (quando possível)

7.         EXAME FÍSICO:
ü  CABEÇA E PESCOÇO
ü  MAMAS
ü  SISTEMA RESPIRATÓRIO: inspeção, palpação, percussão.
Na ausculta utilizar: AP= MV+ bilateralmente s/RA ou AP= MV+ diminuídos à D ou E com sibilos ou estertores (qual) ou outros, significa:
  Ausculta Pulmonar: Murmúrios Vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios ou Murmúrios Vesiculares presente, porém diminuídos à Direita ou Esquerda com... (descrever o ruído adventício auscultado).
                                                            
ü  SISTEMA CARDIOLÓGICO: inspeção, palpação.
Na ausculta utilizar: AC= BRNF em 2T Øsopros ou BANF ouBRhiperfonéticas ou BRhipofonética, significa: Ausculta Cardíaca= Bulhas Rítmicas Normofonéticas em 2 tempos sem sopros ou Bulhas Arrítmicas Normofonéticas em 2 tempos sem sopros ou Bulhas Rítmicas hiperfonéticas ou hipofonética em 2 tempos sem sopros.

ü  SISTEMA ABDOMINAL: inspeção, ausculta, percussão, palpação
  Ao redigir o exame, utilizar para ausculta RHA+ ou RHA- ouRHA+diminuídos ou aumentados á... (colocar a localização), significa: Ruídos Hidroaéreos Positivos ou negativos.
        
ü  SISTEMA GENITO URINÁRIO
ü  SISTEMA LOCOMOTOR
ü  PELE E ANEXOS

8.        CUIDADOS REALIZADOS:
Anotar todos os cuidados que foram feitos com o paciente: banho (tipo), higiene oral, lavagem do couro cabeludo, estética do leito, curativos (localização, aspecto, soluções utilizadas para limpeza e tratamento), e outros.
9.        INTERCORRÊNCIAS: tudo o que ocorrer de imprevisto.


ROTEIRO PARA A ANOTAÇÃO E EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM PARA TRANSFERÊNCIA DO PACIENTE
1.      REGISTRAR DATA E HORA DA TRANSFERÊNCIA

2.      TIPO DE TRANSFERÊNCIA:
Dentro da mesma instituição. Ex: enfermaria para UTI ou Centro Cirúrgico ou vice-versa.
De instituição para a outra. Ex: hospital X para Y

3.      CONDIÇÕES GERAIS:
Nível de consciência
         INSPEÇÃO GERAL  (SEMIOLOGIA)
 
Tipo de Fala
Humor e Atitude
Vestuário
Higiene pessoal
Estado nutricional
Coloração da pele
Dispositivos em uso. Ex.: gelco, scalp, sondas, curativos
Queixas do paciente (tudo que ele refere).

4.      LOCOMOÇÃO: (deambulando, com auxílio, cadeira de rodas, maca).

5.     Acompanhamento (familiares /amigos - registrar nome)
6.      ANOTAR A DESCRIÇÃO DOS PERTENCES DEVOLVIDOS AO PACIENTE OU FAMILIAR:
7.        SINAIS VITAIS:  Temperatura, Freqüência Respiratória e Cardíaca, Pressão Arterial


ROTEIRO PARA A ANOTAÇÃO E EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM PARA ENCAMINHAMENTO E RETORNO DO PACIENTE
1.      REGISTRAR DATA E HORA DO ENCAMINHAMENTO OU DO RETORNO

2.      LOCAL DO ENCAMINHAMENTO OU DE ONDE RETORNOU:

3.      CONDIÇÕES GERAIS: tanto na saída, quanto no retorno
Nível de consciência
     INSPEÇÃO GERAL  (SEMIOLOGIA)
 
Tipo de Fala
Humor e Atitude
Vestuário
Higiene pessoal
Estado nutricional
Coloração da pele
Dispositivos em uso. Ex.: gelco, scalp, sondas, curativos
Queixas do paciente (tudo que ele refere).

4.      LOCOMOÇÃO: (deambulando, com auxílio, cadeira de rodas, maca).
5.     Acompanhamento (familiares /amigos - registrar nome)
6.        SINAIS VITAIS:  na saída e retorno
Temperatura, Freqüência Respiratória e Cardíaca, Pressão Arterial

ROTEIRO PARA A ANOTAÇÃO E EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM PARA ALTA HOSPITALAR DO PACIENTE
1.      REGISTRAR DATA E HORA DA TRANSFERÊNCIA
2.      TIPO DE ALTA:
3.      CONDIÇÕES GERAIS:
Nível de consciência
    INSPEÇÃO GERAL  (SEMIOLOGIA)
 
Tipo de Fala
Humor e Atitude
Vestuário
Higiene pessoal
Estado nutricional
Coloração da pele
Dispositivos em uso. Ex.: gelco, scalp, sondas, curativos
Queixas do paciente (tudo que ele refere).

4.      LOCOMOÇÃO: (deambulando, com auxílio, cadeira de rodas, maca).

5.     Acompanhamento (familiares /amigos - registrar nome)
6.     ORIENTAÇÕES REALIZADAS:
Retorno, receita de medicações e outros.
7.      ANOTAR A DESCRIÇÃO DOS PERTENCES DEVOLVIDOS AO PACIENTE OU FAMILIAR:
8.        SINAIS VITAIS:  Temperatura, Freqüência Respiratória e Cardíaca, Pressão Arterial


ROTEIRO PARA A ANOTAÇÃO E EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM PARA EVASÃO HOSPITALAR DO PACIENTE
1.      Horário da ausência
2.      Condições em que o paciente se encontrava antes da evasão (roupa própria ou da instituição, dispositivos, nível de consciência, humor,  etc.)
3.      Conduta tomada
4.      Comunicação à equipe de saúde e administrativa.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Segundo Trabalho de Bases Teóricas de Gestão de Enfermagem em Serviços de Saúde I

O trabalho de Enfermagem em Saúde é organizado através de um planejamento estratégico que tem como enfoque ou alvo a atuação dos profissionais de enfermagem e saúde de modo geral sobre os dados epidemiológicos; não só estes dados, tendo em vista que não se prendem exclusivamente ao plano biomédico. O objetivo do trabalho de enfermagem é o cuidado, o qual se realiza através de uma ação sistematizada onde ocorrem a promoção a saúde, prevenção, reabilitação e onde também se visualiza a mudança dos indicativos de risco nos processos saúde- doença, através da coleta de dados e da formulação de diagnósticos que são utilizados para realização dos planejamento das intervenções de enfermagem; tais dados; são utilizados como indicativos por organizações de saúde tais como OMS para normatizar quais tipos de intervenções de saúde se fazem necessárias e/ou são mais urgentes para a melhoria dos quadros de atuação do Ministério da Saúde em parâmetros nacionais, regionais e locais assim sendo a atuação da gestão de enfermagem junto a coleta de dados em favor de um Sistema Único de Saúde mais atuante colabora no planejamento estratégico e normativo que vislumbra a aplicação correta dos recursos de saúde no ponto certo para que a ação seja dinâmica. O enfermeiro tem como área de atuação não o apagar do incêndio, mas sim observar, planejar e prevenir. O Profissional de Enfermagem é qualificado em tecnologias duras e moles, trabalha para o bem do paciente seja ele uma pessoa, um grupo, uma comunidade e /ou uma localidade utilizando e objetivando o modelo holístico de atuação, trabalhando com as normas e as leis do SUS as quais afirmam veementemente que Saúde é um direito de todos e dever do Estado (Art.196.); assim sendo; o enfermeiro atua de modo humanizado junto a comunidade pela garantia de que o acesso aos serviços de saúde ,seus recursos tecnológicos necessários para a obtenção do direito a saúde, as informações corretas e preventivas cheguem a todos e de maneira imediata, a luta em defesa da vida e do tratamento individual e coletivo de modo que o atendimento seja praticado com equidade no atendimento todos os cidadãos.

A literatura e legislação do SUS regulamenta a gestão dos insumos e modos operante de trabalho dos profissionais de saúde. O SARGSUS ”Sistema de Apoio à Construção de Relatório de Gestão SUS”- surgiu como um sistema informatizado onde as informações adicionadas a um relatório de informatizado de gestão, que administra a distribuição de recursos da União para estados e municípios, Este sistema é uma prova de que não existe planejamento sem epidemiologia, sem diagnósticos de situação e sem avaliação de situações de saúde e que a atuação do profissional de enfermagem e fundamental para a boa execução dos planejamentos nacionais de saúde no Brasil.


O processo de trabalho do enfermeiro se da através de um processo de dinâmico,que considera os princípios da prática da Enfermagem e as instituições como espaços de conflitos que reproduzem ou modificam esta prática , buscar subsídios teóricos e dados da realidade geográfica, social e comunitária a qual o enfermeiro vivencia para embasar suas avaliações de modo que suas atuações sejam o mais fidedignas possíveis e que espelhem a realidade do processo de trabalho
vivenciada por enfermeiros, que possibilitem avaliar a relação da inserção social da profissão com os aspectos relacionados ao processo de trabalho.Assim possibilitando a continuidade dos processos de trabalho assim também criando modos operantes que possam ser utilizados em outros locais onde a situação seja similar auxiliando deste modo no processo de gestão de situações de acordo com o local de trabalho do profissional da enfermagem e/ou de saúde e auxiliando os agentes envolvidos nos processos d trabalho em saúde. A ausência no processo de visualização do profissional de saúde quanto ao seu valor tangível no mercado de trabalho como produto usufruto de sua mão de obra qualificada o torna um profissional quase que sempre visto como auxiliar do médico, o que na realidade não o é. Dono de capacidade profissional e intelectual únicos os enfermeiro avalia quadros de situações o quais os médicos desprezam em sua atuação na solução do quadro doença e por isso mesmo deixa de certo modo a desejar já que trata o paciente como único dado de doença e não as condições de vida do mesmo como indicativos de prevenção para o cuidado do mesmo e de sua comunidade. O Enfermeiro trabalha desenvolvendo ações de gerenciamento em unidades de saúde
desde a prevenção, recepção, internação, o acompanhamento do quadro como um todo, aplica os conhecimentos e serviços específicos de enfermagem, possui habilidades especificas pra atuarem em cada tipo de atendimento adequado,atua junto a comunidade como observador, atuante, e executante com competências que as vezes extrapola a área específica da saúde em caráter técnico e administrativo gerindo, cuidados, subsídios, sendo pesquisador em período integral.





“O enfermeiro atua como um anjo da guarda, ele previne, orienta, cuida, mas raramente seu valor é reconhecido em uma sociedade que só valoriza o trabalho tangível ao toque de suas mãos e ao valor de mercado.  Nós não trabalhamos com coisas mas sim com pessoas. Gerir tempo,cuidados, subsídios e pessoas é complicado mas o resultado é gratificante.”
Márcia Regina Barbosa da Silva.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sindrome do Ovário policístico SOP

Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Entre 20% e 30% das mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido. São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas. Os outros casos são assintomáticos.

A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

Causas 
Os hormônios sexuais femininos incluem estrogênio e progesterona, assim como hormônios chamados andrógenos. Os andrógenos, frequentemente chamados "hormônios masculinos", também estão presentes em mulheres, mas em quantidades diferentes. 

Os hormônios ajudam a regular o desenvolvimento normal de óvulos nos ovários durante cada ciclo menstrual. A síndrome de ovário policístico está relacionada a um desequilíbrio nesses hormônios sexuais femininos. Um excesso de hormônio andrógeno é produzido, junto com alterações em outros níveis hormonais. 
Não está completamente claro por que ou como ocorrem as alterações nos níveis hormonais. 

Os folículos são bolsas dentro dos ovários que contêm óvulos. Normalmente, um ou mais óvulos são liberados durante cada ciclo menstrual. Isso é chamado de ovulação. Na síndrome de ovário policístico, os óvulos nesses folículos não amadurecem nem são liberados dos ovários. Em vez disso, eles podem formar cistos muito pequenos no ovário. 

Essas alterações podem contribuir para a infertilidade. Os outros sintomas deste distúrbio ocorrem devido aos desequilíbrios hormonais. 

As mulheres geralmente são diagnosticadas quanto têm entre 20 ou 30 anos, mas a síndrome de ovário policístico também pode afetar adolescentes. Os sintomas frequentemente surgem quando começam os períodos menstruais de uma menina. As mulheres com este distúrbio frequentemente têm uma mãe ou irmã que têm sintomas semelhantes àqueles da síndrome de ovário policístico. 

Sintomas
* Alterações menstruais – As menstruações são espaçadas. Em geral, mulher menstrua apenas poucas vezes por ano;
* Hirsutismo – Aumento dos pêlos no rosto, seios e abdômen;
* Obesidade –Ganho significativo de peso piora a síndrome;
* Acne – Em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas;
* Infertilidade.

Não foi estabelecida ainda a causa específica da síndrome dos ovários policísticos. Sabe-se que 50% das mulheres com essa síndrome têm hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no hipotálamo, na hipófise, nas supra-renais e produz maior quantidade de hormônios masculinos.

Exames 
Em um exame pélvico, o médico pode observar o clitóris dilatado (muito raramente) e ovários dilatados. 
Diabetes, pressão arterial alta e colesterol alto são descobertas comuns, assim como ganho de peso e obesidade. 
Peso, índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal são úteis na determinação dos fatores de risco. 
Níveis de hormônios diferentes que podem ser examinados incluem: 
• Níveis de estrogênio
• Níveis de hormônio folículo estimulante (FSH)
• Níveis de hormônio luteinizante (LH)
• Níveis de hormônio masculino (testosterona)
• 17-cetosteroides
Outros exames de sangue que podem ser realizados incluem: 
• Glicose em jejum e outros exames de intolerância à glicose e resistência à insulina
• Níveis de lipídios
• Teste de gravidez (HCG)
• Níveis de prolactina
• Testes de funcionamento da tireoide
Outros testes possíveis: 
• Ecografia vaginal para observação dos ovários
• Laparoscopia pélvica para observação mais detalhada e possivelmente biópsia dos ovários

Tratamento 
As formas de tratamento devem ser analisadas caso a caso, de acordo com os sintomas da paciente. Muitas delas são de efeito mais estético que terapêutico, já que a síndrome não tem cura. Embora alguns sintomas possam ser tratados como doenças isoladas (acne, por exemplo), não é recomendável fazer essa medicação específica, pois ela não atua na origem da SOP, tendo efeito apenas superficial.
As formas de tratamento mais comuns são:
• exercícios físicos regulares
• dieta de emagrecimento ou específica para diabéticos
• uso de pílula anticoncepcional específica para SOP, que atua também nos problemas de acne e hirsutismo, além de regular o excesso de testosterona
• uso de hipoglicemiantes orais
• uso de estimulantes da menstruação
• caso a paciente deseje engravidar, uso de clomifeno para reverter a infertilidade
• uso de cosméticos específicos para diminuir a acne
• psicoterapia para controle do estresse e redução da ansiedade causada pelas mudanças corporais.
Complicações possíveis 
• Maior risco de câncer de endométrio
• Infertilidade (o tratamento precoce da doença ovariana policística pode ajudar a prevenir a infertilidade ou aumentar a chance de se ter uma gestação saudável)
• Doenças vinculadas à obesidade (IMC acima de 30 e circunferência da cintura maior que 90 cm), como pressão arterial alta, problemas cardíacos e diabetes
• Possível risco maior de câncer de mama

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/parceiro/soenfermagem#!1
Visite: http://bit.ly/1ey41BN