quinta-feira, 17 de março de 2016

SOPRO


CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS SONS
1. FREQUÊNCIA
É o número de vibrações do meio que produz o som.
2. TOM
É a sensação subjetiva de um frequência que indica ao observador se um tom é alto ou baixo em uma escala musical.
TOM ALTO (AGUDO)
É o som produzido pela passagem rápida de sangue através de um orifício estreito, como comunicação interventricular pequena, e insuficiência mitral pequena.
TOM BAIXO (GRAVE)
É o som produzido pela passagem lenta de sangue através de um orifício estreito, como na estenose mitral.
Os sopros cardíacos são sons resultantes da turbulência na corrente sangüínea que circula a grande velocidade. Normalmente o sangue circula silenciosamente na forma laminar, como colunas de sangue. Três fatores são responsáveis pela produção da turbulência sanguínea: 1º. aumento da velocidade sanguínea através de valvas normais ou anormais, 2º passagem através de uma valva ou região estenótica, 3º corrente em sentido retrógrado por uma valva incompetente ou defeito congénito.
O sentido e a velocidade do fluxo sanguíneo deve-se sobre tudo ao gradiente pressórico entre as regiões e a competência da valva em impedir o fluxo retrogrado.
De acordo com a localização e a turbulência sanguínea os sopros exibem características que o definem.
1. Manobra de VALSALVA
A manobra de Valsalva é resultante da apnéia expiratória com a glote fechada e com a flexão do tronco para frente.
Fisiologicamente esta manobra provoca aumento da pressão intra torácica impedindo o retorno venoso ao coração e aumentando a pressão e a distensão da veias periféricas.
2. Manobra de RIVERO CARVALLO
A manobra de Rivero Carvallo é resultante da apnéia inspiratória, que provoca aumento da pressão negativa intratorácica resultando no aumento do retorno venoso e dos ruídos da câmaras direitas.
CARACTEÍSTICAS PROPEDÊUTICAS DO SOPRO
Propedêuticamente os sopros devem ser analisados sob os seguintes itens:
1. FASE DO CÍCLO CARDÍACO
Sístólica ou diastólica.
2. TEMPO NO CÍCLO CARDÍACO
Proto (ínicio); meso (metade); tele (final) do cíclo.
holo (durante todo o cíclo).
3. INTENSIDADE
Grau de altura que se ouve o sopro, quantificando-a
    entre + a ++++
4. TIMBRE
    a. suave
    b. rude
    c. musical
5. SEDE NO PRÉ-CORDIO
Local de maior intensidade no pré-cordio
6. IRRADIAÇÃO
Local do corpo para onde o som se irradia
7. MANOBRAS
Características da ausculta do sopro melhoradas com as manobras
    a. posturais (decúbito lateral,genupeitoral, em pé).
    b. exercícios físicos
    c. drogas (adrenalina, atropina, nitrito de amilo).
    d. Manobras Respiratórias (Valsalva, Rivero Carvallo).
SOPROS OROVALVARES
Basicamente podemos encontrar 4 tipos de ausculta nos defeitos orovalvares: 1º sopros sistólicos em ejeção, 2º sopros sistólicos de regurgitação, 3º sopros diastólicos em ruflar e 4º sopros diastólicos aspirativos.
1º SOPROS SISTOLICOS EM EJECÇÃO
Os sopros sistólicos em ejeção são os sopros das estenoses das valvas sigmoideas (aorta e pulmonar), também podendo ser encontrado nas estenoses sub e supravalvares.
O sopro em ejeção é produzido pelo volume sanguíneo que passa através da valva sigmoidéia estenótica durante a sistole. Como existe um obstáculo à ejeção ventricular durante a sístole, o sopro inicia-se após o último componente da 1ª bulha e termina antes do segundo componente a 2ª bulha do lado do coração onde se produz o sopro, ou seja, componente pulmonar nas estenose pulmonares e componente aórtico nas estenoses aórticas.Por tanto na caracterização do sopro de ejeção é importante distinguirmos inicialmente a primeira e a segunda bulha cardíaca, assim como o grande e o pequeno silêncio, ou seja, a sístole e a diástole. O sopro de ejeção se faz na sístole cardíaca logo após a primeira bulha, mas nunca junto com ela, sendo este o ponto que caracteriza o sopro. Em seguida o sopro cresce em intensidade, tornando-se mais exuberante na proto, meso e telessístole, de acordo com a gravidade da lesão.
Normalmente a valva ao se abrir não produz ruído, porém, quando apresenta um pequeno grau de fibrose, vibra ao se abrir, resultando um breve ruído, o "click de ejeção", que aparece logo após a 1ª bulha. Quando a estenose é grave e a fibrose intensa este ruído desaparece.
Como nas estenoses o ventrículo afetado leva mais tempo para ejectar o sangue, deixando, por conseguinte, a valva mais tempo aberta, quando esta se fecha produz um desdobramento da 2º bulha com retardo do componente da valva afetada (componente aórtico ou componente pulmonar).
Ausculta dinâmica - Outros recursos propedêuticos vêm em nosso auxílio no diagnóstico dos sopros de estenose aórtica valvar pura. O sopro da estenose aumenta de intensidade com o acoramento ou com o paciente deitado, ou então, com a manobra farmacológica da inalação de nitrito de amila ; diminui de intensidade durante o esforço físico, com o exercício isométrico moderado, quando o paciente fica em pé, pratica a manobra de Valsalva ou se administramos substâncias vasopressoras.
O sopro da estenose aórtica sofre variações na intensidade com o enchimento ventricular, por tanto, nas disritmias como a fibrilação atrial e as extrassistóles. Estas variações também se prestam para diferenciar o sopro das estenoses aórticas dos sopros das insuficiências mitrais, uma vez que nos batimentos pós extrassistólicos, pelo maior volume contido no ventrículo esquerdo ocorre aumento de intensidade do sopro de ejeção aórtico e não ocorre modificação auscultatória significante na intensidade do sopro de regurgitação da insuficiência mitral.
2º SOPRO SISTOLICO DE REGURGITAÇÃO
O sopro sistólico de regurgitação é um som produzido por um fluxo retrógrado que se dirige da cavidade cardíaca com pressão mais elevada para a cavidade de menor pressão. Exemplos clássicos são os sopros da insuficiência mitral, insuficiência tricúspide, comunicação interventricular. O sopro de regurgitação inicia-se junto com a 1ª bulha, é de alta frequência e soprante.
A intensidade do sopro de regurgitação geralmente reflete o grau de insuficiência, ocupando a proto, a meso, a tele ou a holossístole. Quando a lesão é severa a primeira bulha pode ficar diminuída e aparecer a 3ª bulha, resultante de VIBRAÇÕES na parede flácida da cavidade ventricular afetada (VE ou VD).
Com as arritmias (Extrassístoles) os sopros de regurgitação não se modificam.
3º SOPRO DIASTOLICO RUFLAR
Os sopros diastólicos em ruflar são consequentes a passagem lenta de sangue, entre câmaras de baixa pressão, pela valva atrioventricular. O protótipo desta ausculta é a estenose da valva mitral e a estenose da valva tricúspide.
Com o início da diástole as valvas atrio-ventriculares se abrem sem produzir nenhum ruído, porém, quando ocorre pequena fibrose, produzem estalido logo após a 2ª bulha, o chamado "ESTALIDO DE ABERTURA". Quando a estenose é intensa a valva tem dificuldade para se abrir e não produz o estalido de abertura.
SOPROS ESPECIAIS
1. GIBSON, 1900
Sopro contínuo em maquinária da Persistência do Canal Arterial.
2. ZUM VENOSO
Sopro contínuo resultante do fluxo rápido pelas veias do pescoço.
3. GRAHAM STELL, 1888.
Sopro protodiastólico provocado pela insuficiência valvar pulmonar.
4. AUSTIN FLINT, 1862
Sopro em ruflar diastólico no foco mitral conseqüente a insuficiência grave da valva aórtica.
5. CAREY COOMBS,1924
Sopro mesodiastólico em ruflar no foco mitral conseqüente a endocardite reumatismal ativa.
6. ROGER, 1873
Sopro sistólico de regurgitação, intenso audível ate no dorso resultante de pequena comunicação interventricular.
7. EVANS,1947
Sopro telessistólico em crescendo, precedido de click de ejeção, audível no foco pulmonar, e tem característica inocente.
8. STILL,1918.
Sopro protossistólico inocente com característica vibratória em foco pulmonar
9. EFEITO VENTURI
Curto murmúrio mesossistólico, suave, resultante da dilatação da raiz aórtica e tronco pulmonar.
Logo após o estalido de abertura ouve-se o sopro diastólico rude, grave, como as batidas rápida em um tambor, semelhante a um ruflar, de onde se origina o nome. Este som aumenta de intensidade na mesodiástole e decresce em seguida para no momento final da diástole, quando ocorre a contração do átrio, o sangue passa pela valva atrioventricular com maior velocidade, modificando o timbre que passa a ter um caráter em regurgitação, recebe o nome de "REFORÇO PRÉ- SISTOLICO". Nos casos que apresentem fibrilação atrial este sopro final desaparece.
4º SOPRO DIASTOLICO ASPIRATIVO
Os sopros aspirativos iniciam-se imediatamente após a segunda bulha conseqüente a incompetência da valva sigmoideia lesada, que deveria ficar fechada durante toda a diástole ventricular.
Os sopros aspirativos são em decrescendo, com alta frequência e intensidade, refletindo o grau de gravidade da lesão e sendo resultante da volta de sangue de uma "câmara" de alta pressão (aorta ou pulmonar), para uma câmara de baixíssima pressão durante a diástole (VE ou VD).
Os sopros aórticos são os mais frequentes e intensos na borda esquerda do esterno e diminui nas proximidades da ponta voltando a se intensificar a medida que auscultamos na região axilar. Ocasionalmente podemos auscultá-lo somente na região axilar ou na ponta do coração recebendo o nome de sopro de Cole-Cecil. Quando a insuficiência aórtica é grave pode aparecer um sopro protodiastólico no foco mitral em ruflar (sopro de Austin-Flint, 1884) semelhante ao sopro da estenose mitral valvar, porém sem lesão desta valva.
Os sopros diastólicos aspirativos da insuficiência da valva pulmonar recebem o nome de sopro de Graham-Steell.
SOPROS CONTÍNUOS
Os sopros contínuos são ruídos que geralmente ocupam a sístole (caráter em crescendo) e parte da diástole (carater decrescendo) como consequência de um gradiente pressórico sistólico e diastólico entre duas estruturas cardíacas, e as patologias geradoras mais comuns são: persistência do canal arterial (PCA), defeito do septo aorto-pulmonar, estenose de um ramo da artéria pulmonar, rutura de um seio de Valsalva da aorta para o interior do átrio ou ventrículo direito, fístula artério-venosa coronaria, circulação colateral de um artéria brônquica, fístula arteriovenosa pulmonar, coartação da aorta, fístula artério venosa traumática ou congênita do pescoço.
Referências: Propedêutica Cardiológica

Ramos Jr J - Semiotécnica da Observação Clínica, São Paulo, Sarvier,1974.
Korotkoff NS, 1905 - apud Geddes La, Hoff Badger AS - Introduction of the auscultatory method of measuring blood pressure- including a translation of Korotkoff's original paper. Cardiov Res Cent Bull.1966;14:69.
Gibson SA - clínical lectures on circulatory affections; lecture I, persistence of the arterial duct and its diagnosis. Edin Med J,1900;8:1.
Roger H - Recherches clíniques sur la comunication congênital des deux coeurs, par inoculusion du septum interventriculaire. Bull Acad Med Paris 1879;8:1074.
Rivero-carvallo JM - Signo para el diagnóstico de las insuficiências tricúspides. Arch Inst Cardiol. Mexico,1946;16:531.
Castro CLB, Nobrega ACL, Araujo CGS - Testes autonômicos cardiovasculares. Uma revisão crítica. Parte I. Arq Bras Cardiol, 1992;59(1):75-85.
Castro CLB, Nobrega ACL, Araujo CGS - Testes autonômicos cardiovasculares. Uma revisão crítica. Parte I. Arq Bras Cardiol 1992;59(1):75-85.
Baruzzi ACA, Grinberg M, Pileggi F - Manobra de Valsalva: mecanismos e aplicações clínicas. Arq Bras Cardiol. 1987;48(6):383-387.

ROTEIRO DE SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR

Princípios Gerais  

1) Proceder a anamnese e ao exame físico completos.
2) Destacar elementos da história clínica, do interrogatório dos diversos aparelhos, hábitos, antecedentes pessoais e familiares estado psicológico, que sejam relevantes a identificação de distúrbios cardiovasculares.
3) Destacar elementos do exame físico geral e especial de interesse cardiológico.
4) Observar sinais e sintomas particularmente importantes, dentre outros: dispnéia, dor torácica, dor epigátrica e em hipocôndrio direito, palpitação, edema, ascite, cianose, síncope, hemoptise, icterícia, anemia. Conhecer amplamente as características semiológicas, a patogênese, o diagnóstico diferencial e o significado clínico de cada uma destas manifestações.

Sistemática da Semiologia Cardiovascular

I. Inspeção e Palpação do Torax, da Região Precordial, do Pescoço e do Abdome
- Inspeção da forma do tórax
- Abaulamentos e retrações toráxicas e precordiais: difusas ou localizadas, dinâmicas ou estáticas
- Palpação das diversas regiões do torax: verificar manifestações pleuro-pulmonares, atrito pleural, atrito pericárdico.
- Choque da ponta do coração (Ictus cordis): localização, extensão, tipo, impulsividade, mobilidade, ritmo, componentes. Verificar deslocamento com o decúbito lateral esquerdo (posição de Pachón)
- Vibrações e choques valvares, palpação da 1ª e 2ª bulhas com caracterização da intensidade da palpação
- Frêmitos: fase do ciclo cardíaco (sistólico ou diastólico), foco ou área de palpação, duração, intensidade, irradiação.
- Inspeção e palpação de outras pulsações precordiais: para-esternais, epigástrica, supra-esternal, na área pulmonar.
- Inspeção e palpação do pescoço: estase venosa a 45 graus, pulsações venosa (Jugulares) e arterial (Carótidas), caracterização das ondas venosas (a, c, v), frêmito carotídeo.
- Inspeção e palpação de pulsações abdominais arteriais e hepática. Pulsação da aorta. Pulso hepático.

II. Percussão da Região Precordial
- Limites normais da área cardíaca. Macicez cardíaca.
- Percussão do foco pulmonar: evidência de dilatação do cone da pulmonar

III. Ausculta da Região Precordial
- Focos ou áreas convencionais de ausculta: mitral, tricúspide, pulmonar, aórtico, aórtico acessório (foco de Erb), mesocárdio.
- Ruídos Cardíacos: 1ª e 2ª bulhas. 3ª e 4ª bulhas. Gênese e características (intensidade, timbre, desdobramentos, componentes). Hipofonese normal das bulhas: condições da parede torácica. Hipofonese anormal: processos pleuropulmonares e cardiopatias. Hiperfonese normal das bulhas: condições da parede torácica, hiperatividade cardíaca. Hiperfonese anormal da 1ª e 2ª bulhas. Bulha em canhão.
- Desdobramentos fisiológicos e patológicos da 1ª e 2ª bulhas. Desdobramento respiratório, desdobramento fixo e desdobramento paradoxal da 2ª bulha.
- Ritmos de galope (com 3ª e/ou 4ª bulhas agregadas): ventricular, atrial e de soma.
- Sopros cardíacos: fase do ciclo cardíaco, área de melhor ausculta (epicentro), duração, intensidade, timbre, irradiação, variação com a respiração e com o exercício. Gênese dos sopros. Tipos básicos de sopros: inocentes ou fisiológicos, funcionais, orgânicos. Sopro contínuo. Sopros de Austin-Flint, Carey-Coombs, Graham-Steell, Roger e Still. Sopros musicais (sopro em pio-de- gaivota, ruídos de aderência pleuro-pericárdica). Hum venoso. Sopro mamário. Sinal de Rivero-Carvallo.
- Outros ruídos: clicks sistólicos aórtico e mitral, estalidos diastólicos de abertura. 
 - Atrito pericárdico: locais de ausculta, fases do ciclo cardíaco, caráter. Procedimentos para ausculta. Knock pericárdico.
- Análise auscultatória do ritmo cardíaco. Ritmo sinusal normal, Arritmia respiratória ou sinusal, Taquicardia sinusal (FC > 100 bpm) e Bradicardia sinusal (FC < 60 bpm). Ritmo de fibrilação atrial (arritmia arrítmica), Extrassístoles. Contagem da freqüência cardíaca.
- Outras áreas e estruturas de ausculta: base do pescoço e carótidas, fúrcula esternal, região axilar esquerda, região para-esternal direita, regiões infra e para-escapular esquerda junto a coluna dorsal, fossas supraclaviculares, mamas, tireóide.
- Ausculta do Abdome e da Aorta abdominal.

IV. Exame do Sistema Arterial (inspeção, palpação e ausculta)
- Pulsações arteriais: artérias temporal, carótida, radial, braquial, femoral, poplítea, tibial posterior, pediosa dorsal.
- Pulso radial: elasticidade da parede arterial, amplitude, tipo, ritmo regular ou irregular. Contagem da frequência do pulso radial (comparar com freqüência cardíaca).

- Verificar simetria das características. Tortuosidade das artérias. Artéria em traquéia de pássaro.

- Tipos funcionais de pulso arterial periférico: dicrótico, anacrótico, parvus e tardus, célere e colapsante.
- Palpação da Aorta na fúrcula esternal. Sinais de Oliver e Cardarelli. Dança das artérias. Palpação da Aorta Abdominal.
- Frêmitos e sopros arteriais. Ausculta abdominal sobre a projeção das artérias renais (sopro renovascular). Sopros das fístulas artério-venosas.
- Pulsos anormais da contração do coração: pulso paradoxal e pulso alternante (alternância mecânica).
- Sinais periféricos de insuficiência aórtica: pulso radial de Corrigan (célere e colapsante), pulso em martelo d'água, pulso capilar de Quincke, pistol-shot na artéria femoral (ruído soproso sistólico), duplo sopro crural de Duroziez (sistólico e diastólico), pulso em martelo d'água, sinal de Musset.

V. Medida indireta da Pressão Arterial (Esfignomanometria)
- Técnica de Medida da Pressão Arterial: métodos palpatório e auscultatório.
- Sons de Korotkoff. Hiato auscultatório.
- Medida nos membros superiores e inferiores.
- Medida na posição deitada (decúbito supino) e na posição de pé (postura ortostática).
- Valores normais da pressão arterial. Caracterização de hipertensão arterial.

VI. Exame do Sistema Venoso (inspeção e palpação)
- Técnica de avaliação indireta do pulso e da Pressão Venosa Central (PVC) na veia Jugular.
- Ondas da pulsação venosa jugular: ondas a, c, v.
- Avaliação indireta da pressão venosa central: estase jugular a 45º.
- Refluxo hepato-jugular.
- Pesquisa de varizes em membros inferiores: paciente em pé.
- Pesquisa de sinais de trombose venosa profunda: Sinal de Holmans e Sinal da Bandeira.

Semiologia Cardíaca

Os sons do coração!

Por Taisa Follador

A ausculta cardíaca é uma das partes fundamentais da consulta cardiológica.  Através dela, é possível fazer o diagnóstico de muitas enfermidades ou avaliar sua gravidade. Por isso é de fundamental importância que os profissionais da saúde saibam realizar corretamente essa parte do exame físico e também interpretá-la. Por isso, fizemos um breve resumo abordando aspectos importantes da ausculta da cardíaca, enfatizamos nesse texto as bulhas cardíacas e suas alterações. Então vamos lá…
Inicialmente é necessário conhecermos um pouco mais sobre o instrumento que realiza a ausculta: O ESTETOSCÓPIO
  • O diafragma capta melhor sons de média e alta freqüência!
  • A campânula quando encostada suave na pele, capta melhor sons de baixa freqüência!
  • As peças auriculares, em geral, estão acopladas em uma armação metálica curva. Deve posicioná-las nos ouvidos voltados para frente.
1
Agora vamos relembrar alguns pontos importantes:
  • As valvas da base cardíaca são a Aorta e a Pulmonar
  • As valvas do ápice cardíaco são a Mitral e a Tricúspide.
2
3-Sístole: é o período entre a 1ª e a 2ª bulha cardíaca, é o chamado “Pequeno Silêncio.”
4-Diástole: é o período entre a 2ª e a 1ª bulha cardíaca, é o chamado “Grande Silêncio.”
3
Agora vamos entender os  Focos Da Ausculta Cardíaca:
-PRIMEIRA BULHA (B1): corresponde ao fechamento das valvas mitral e tricúspide.
-B1 é mais duradoura e menos intensa que B2
O som auscultado lembra a onomatopéia TUM.
  • HIPERFONESE DE B1: Síndromes hipercinéticas, sobrecarga de pressão, estenose mitral, intervalo PR curto.
  • HIPOFONESE DE B1: Insuficiência Cardíaca, síndrome isquêmica, intervalo PR longo, estenose mitral grave.
-SEGUNDA BULHA (B2): corresponde ao fechamento das valvas aórtica e pulmonar.
-B2 tende a ser mais intensa que B1.
O som auscultado lembra a onomatopéia TA.
  • HIPERFONESE DE B2: persistência do canal arterial, CIA, aumento da pressão na artéria aorta ou pulmonar.
  • HIPOFONESE DE B2: estenose aórtica, estenose pulmonar, insuficiência aórtica.
Na inspiração, há o desdobramento da segunda bulha pelo retardo do componente pulmonar, como mostra o esquema abaixo:
4
-TERCEIRA BULHA (B3): ruído protodiástolico de baixa frequência que se origina das vibrações da parede ventricular durante enchimento ventricular rápido.
O som auscultado lembra a onomatopéia TU.
-QUARTA BULHA (B4): ruído débil que ocorre no fim da diástole ou pré-sístole.
– Corresponde ao fluxo mobilizado pela contração atrial.
Além dos focos cardíacos, é recomendado fazer a ausculta da fúrcula esternal (irradiação do sopro da estenose aórtica), regiões infraclaviculares (sopro persistência do canal arterial) e região axilar ( sopro de Colececil).
ESTALIDO DE ABERTURA: é um ruído oriundo da vibração de valva estenótica, ocorre logo após a segunda bulha: seco, curto e de alta freqüência. Patognomônico de estenose mitral e tricúspide.
ESTALIDO SISTÓLICO: audíveis entre B1 e B2 (intervalo sistólico), são ruídos curtos, secos e de alta freqüência. Podem ser proto, meso e telessistólicos. Os com maior importância clínica são os protossistólicos e ocorrem devido a súbita ejeção de sangue para a aorta ou a artéria pulmonar dilatada.
Tendo conhecimento dessas informações, podemos fazer um pequeno relatório para ser seguido na ausculta:
1) O ritmo é regular?
2)Como estão as bulhas? Hiper ou hipofonéticas? Desdobradas? Apresenta B3/B4?
3) Como está a sístole? Tem sopro? Click? Atrito?
4)Como está a diástole? Tem sopro? Estalido? Atrito?
Ainda na ausculta podemos identificar a presença de sopros, esse assunto será abordado quando falarmos de Valvulopatias!  

 Fonte:https://lacunoesc.wordpress.com/2015/09/04/semiologia-cardiaca-os-sons-do-coracao/

REFERÊNCIAS:
NICOLAU, C. P. et al. Condutas Práticas em Cardiologia.  São Paulo: Manole, 2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Ausculta Normal e Bulhas: Fonese e Desdobramentos. [2014]. Disponível em: http://www.uff.br/cursodesemiologia/images/stories/Uploads/semio_cardiovascular/aulas/aula3_b1b2.pdf. Acesso em: 20/08/2015
Imagens retiradas de: htpp://www.google.com

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Segundo Trabalho de Bases Teóricas de Gestão de Enfermagem em Serviços de Saúde I

O trabalho de Enfermagem em Saúde é organizado através de um planejamento estratégico que tem como enfoque ou alvo a atuação dos profissionais de enfermagem e saúde de modo geral sobre os dados epidemiológicos; não só estes dados, tendo em vista que não se prendem exclusivamente ao plano biomédico. O objetivo do trabalho de enfermagem é o cuidado, o qual se realiza através de uma ação sistematizada onde ocorrem a promoção a saúde, prevenção, reabilitação e onde também se visualiza a mudança dos indicativos de risco nos processos saúde- doença, através da coleta de dados e da formulação de diagnósticos que são utilizados para realização dos planejamento das intervenções de enfermagem; tais dados; são utilizados como indicativos por organizações de saúde tais como OMS para normatizar quais tipos de intervenções de saúde se fazem necessárias e/ou são mais urgentes para a melhoria dos quadros de atuação do Ministério da Saúde em parâmetros nacionais, regionais e locais assim sendo a atuação da gestão de enfermagem junto a coleta de dados em favor de um Sistema Único de Saúde mais atuante colabora no planejamento estratégico e normativo que vislumbra a aplicação correta dos recursos de saúde no ponto certo para que a ação seja dinâmica. O enfermeiro tem como área de atuação não o apagar do incêndio, mas sim observar, planejar e prevenir. O Profissional de Enfermagem é qualificado em tecnologias duras e moles, trabalha para o bem do paciente seja ele uma pessoa, um grupo, uma comunidade e /ou uma localidade utilizando e objetivando o modelo holístico de atuação, trabalhando com as normas e as leis do SUS as quais afirmam veementemente que Saúde é um direito de todos e dever do Estado (Art.196.); assim sendo; o enfermeiro atua de modo humanizado junto a comunidade pela garantia de que o acesso aos serviços de saúde ,seus recursos tecnológicos necessários para a obtenção do direito a saúde, as informações corretas e preventivas cheguem a todos e de maneira imediata, a luta em defesa da vida e do tratamento individual e coletivo de modo que o atendimento seja praticado com equidade no atendimento todos os cidadãos.

A literatura e legislação do SUS regulamenta a gestão dos insumos e modos operante de trabalho dos profissionais de saúde. O SARGSUS ”Sistema de Apoio à Construção de Relatório de Gestão SUS”- surgiu como um sistema informatizado onde as informações adicionadas a um relatório de informatizado de gestão, que administra a distribuição de recursos da União para estados e municípios, Este sistema é uma prova de que não existe planejamento sem epidemiologia, sem diagnósticos de situação e sem avaliação de situações de saúde e que a atuação do profissional de enfermagem e fundamental para a boa execução dos planejamentos nacionais de saúde no Brasil.


O processo de trabalho do enfermeiro se da através de um processo de dinâmico,que considera os princípios da prática da Enfermagem e as instituições como espaços de conflitos que reproduzem ou modificam esta prática , buscar subsídios teóricos e dados da realidade geográfica, social e comunitária a qual o enfermeiro vivencia para embasar suas avaliações de modo que suas atuações sejam o mais fidedignas possíveis e que espelhem a realidade do processo de trabalho
vivenciada por enfermeiros, que possibilitem avaliar a relação da inserção social da profissão com os aspectos relacionados ao processo de trabalho.Assim possibilitando a continuidade dos processos de trabalho assim também criando modos operantes que possam ser utilizados em outros locais onde a situação seja similar auxiliando deste modo no processo de gestão de situações de acordo com o local de trabalho do profissional da enfermagem e/ou de saúde e auxiliando os agentes envolvidos nos processos d trabalho em saúde. A ausência no processo de visualização do profissional de saúde quanto ao seu valor tangível no mercado de trabalho como produto usufruto de sua mão de obra qualificada o torna um profissional quase que sempre visto como auxiliar do médico, o que na realidade não o é. Dono de capacidade profissional e intelectual únicos os enfermeiro avalia quadros de situações o quais os médicos desprezam em sua atuação na solução do quadro doença e por isso mesmo deixa de certo modo a desejar já que trata o paciente como único dado de doença e não as condições de vida do mesmo como indicativos de prevenção para o cuidado do mesmo e de sua comunidade. O Enfermeiro trabalha desenvolvendo ações de gerenciamento em unidades de saúde
desde a prevenção, recepção, internação, o acompanhamento do quadro como um todo, aplica os conhecimentos e serviços específicos de enfermagem, possui habilidades especificas pra atuarem em cada tipo de atendimento adequado,atua junto a comunidade como observador, atuante, e executante com competências que as vezes extrapola a área específica da saúde em caráter técnico e administrativo gerindo, cuidados, subsídios, sendo pesquisador em período integral.





“O enfermeiro atua como um anjo da guarda, ele previne, orienta, cuida, mas raramente seu valor é reconhecido em uma sociedade que só valoriza o trabalho tangível ao toque de suas mãos e ao valor de mercado.  Nós não trabalhamos com coisas mas sim com pessoas. Gerir tempo,cuidados, subsídios e pessoas é complicado mas o resultado é gratificante.”
Márcia Regina Barbosa da Silva.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

DeCS - Alpinia

 1 / 1DeCS  
Descritor Inglês:Alpinia 
Descritor Espanhol:Alpinia 
Descritor Português:Alpinia 
Sinônimos Português:Galanga  
Categoria:B01.650.940.800.575.100.975.900.033
Definição Português:
Gênero de plantas (família ZINGIBERACEAE) cujos membros contêm galangina, yakuchinone-A e diarilheptanoides. 
Nota de Indexação Português:coord com termo específico de ESTRUTURAS VEGETAIS se pertinente; para uso em terapia coord como primário com FITOTERAPIA (como primário) + doença/quimioter (como primário) + PREPARAÇÕES DE PLANTAS ou seus específicos /uso terap (como primário ou secundário) + substância específica da planta /uso terap (como primário) se pertinente; Manual da NLM 26.29
Qualificadores Permitidos Português:
AH anatomia & histologiaCY citologia
CL classificaçãoGD crescimento & desenvolvimento
AE efeitos adversosDE efeitos de drogas
RE efeitos de radiaçãoEM embriologia
PO envenenamentoEN enzimologia
PH fisiologiaGE genética
IM imunologiaME metabolismo
MI microbiologiaPS parasitologia
CH químicaTO toxicidade
UL ultraestruturaVI virologia
Número do Registro:37217 
Identificador Único:D032429 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Anamnese Abdominal; Regiões abdominais.





A exemplo da palpação, a percussão deve ser sempre iniciada fora da área de maior sensibilidade, estendendo-se a todo o abdome com a mesma intensidade.
Som normal: maciço (baço e fígado), timpanismo (vísceras ocas), submaciço (quando há conteúdo alimentar no intestino).
Som de órgão maciço: zona hepática, espaço de Traube ocupado(6aa 10acostelas), vísceras sólidas aumentadas, vísceras ocas repletas de líquido, ascite (macicez de declive), gravidez, tumores.
Percussão normal: Macicez hepática no hipocôndrio direito; timpanismo(presença de ar na víscera oca) no espaço de Traube (que incluias regiões epigástrica e hipocôndrio esquerdo); timpanismo nas demais regiões. Em alguns casos, é comum encontrar macicez também nos flancos, além do hipocôndrio direito, compatível com órgãomaciço ou víscera oca com conteúdo sólido ou líquido. As massas abdominais sólidas ou líquidas (como na ascite) e os hematomas também se revelam maciços à percussão. Hipertimpanismo: aerofagia com meteorismo; gastrectasia, meteorismo, obstrução intestinal, pneumoperitônio.
O timpanismo indica a presença de ar livre na cavidade peritoneal ou no interior de víscera oca ou formação cística. Timpanismo generalizado: comoem casos de obstrução
Timpanismo localizado: em casos deperfuração, volvo
A presença de líquidos na cavidade peritoneal, em volume superior a 1,5 litros, pode ser detectada pela percussão, que revela macicez, cuja localização é constante (macicez fixa) ou variável, de acordo com a mudança da posição do paciente (macivez móvel).A macicez móvel revelada em casosde ascite de médio volume, quando o paciente está em decúbito dorsal, o líquido acumula-se nas regiões laterais do abdome e as alças intestinais aproximam-se da parede anterior, revelando timpanismo na região anterior e macicez nos flancos e região lombar. Quando o paciente adota decúbitos laterais, o líquido desloca-se para a região mais baixa, determinando o aparecimento de som maciço, enquanto que na parte oposta obtém-se som timpânico. Portanto, nestes casos, ao mudar o decúbito, as áreas de macicez e de timpanismo se invertem. Macicez fixa: sugere tumores; plastões
Macicez móvel: sugere a presença de líquidos, sendo uma das maneiras de verificar ascite (juntamentedo sinal do Piparote e do semicírculo de Skoda, ver OBS1): Paciente em decúbito dorsal: havendo ascite, encontra-se timpanismo no mesogástrio e macicez nos flancos.Paciente em decúbito lateraldemonstrainversãodos sons. Esta inversão não ocorre em casos de cistosde ovário.
A percussão também é realizada para pesquisar os limites do fígado (hepatimetria).O limite superior do fígado localiza-se na linha hemiclavicular, no 5º EIC direito, onde se encontrasom submaciçopara maciço.Para encontrar este limite superior, percute-se desde o 4º ou 5º EIC direito, onde aindase percute som claro pulmonar, até o encontro de som maci o.Olimite inferior em n vel dos arcos costaise encontrado realizando a t cnica de modo inverso: iniciando desde a fossa il aca direita at o rebordo costal direito. Quando, devido a aumento de tamanho, o f gado se projeta para limites ainda mais inferiores que o rebordo costal, deve ser relatado a quantidade em cent metros do aumento com rela o s costelas.
OBS1: Abordagem semiolgica da ascite: a ascite a acumula o excessiva de fluidos na cavidade do perit nio. Essa condi o patol gica deve ser avaliada por meio das seguintes manobras: oSinal de macicez móvel: avaliado por meio da percuss o nos flancos direito e esquerdo e mesog strio com o paciente em dec bito dorsal e depois, em dec bito lateral. Em dec bito dorsal, percute-se macicez nos flancos e timpanismo do mesog strio, devido ao dep sito de l quido nos flancos. Contudo, em dec bito lateral esquerdo, o timpanismo encontra-se em flanco direito e mesog strio, mas com macicez no flanco correspondente ao dec bito (por estar repleto de l quido que se concentrou na regi o). oSemicírculosde Skoda: serve para diferenciar uma ascite de pequeno volume de nodula es na regi o do hipog strio.Com o paciente em dec bito dorsal, com o leito inclinado em torno de 30 , percute-se a regi o infraumbilical de forma radiada, em dire o s fossas il acas e hipog strio. Em casos de ascite, observa-se altera o do timpanismo caracter stico da regi o do mesog strio e nas fossas il acas. oSinal do Piparote: para a palpa o da ascite de grau importante. O m dico, posicionado do lado direito do paciente, percute o ladodireitodo abdomecom pequenos golpes com a ponta dos dedos (como “petelecos”) enquanto a outra m o(a esquerda), fica posicionada no lado oposto s batidas. Se houver l quidos, a m o esquerda capta os choques das ondas l quidas ocasionadas pelos piparotes.
OBS2: Sinal de Torres-Homem: realiza-se punho-percusso na regiã da loja heptica. Qualquer sinal de dor, caracteriza a presença de abscesso inflamatorio heptico. OBS3: Sinal de rechaço hepático: serve para avaliar ou encontrar o figado em pacientes com ascite volumosa. Para isso, realiza-se compress es na regi o do hipoc ndrio direito do paciente. Ao se encontrar o f gado, o m dico, ao soltar a compress o, sente o retorno hep tico contra a sua m o. OBS4: Sinal de Giordano: percute-se este sinal por meio de golpes leves na regi o lombar (dorsal) do paciente sentado.Os golpes ser o concentrados na regi o da loja renal.O desencadeamento de dor por este tipo de percuss o (que geralmente faz o paciente retirar o corpo da posi o normal), sugere afec es inflamat rias retroperitoniais (refletindo dor renal ou uret rica). OBS5: Sinal de Jobert: encontro de timpanismo ao n vel da linha axilar m dia sobre a rea hep ticaou no pr prio hipoc ndrio direito, indicando a presen a de ar livre na cavidade peritoneal(pneumoperitônio), via de regra decorrente de perfura o de v scera.
Ausculta-se os quatro quadrantes, inicialmente, de forma superficial e delicada para avaliar os ruidos hidroaereos. Para avaliar altera es no fluxo a rtico (sopros ou aneurismas), aprofunda-se mais o diafragma do estetosc pio ao longo do trajeto mediano da aorta e de seus ramos.
Os ruídos intestinais s o produzidos pela interação do peristaltismo com os líquidos e gases. A ausculta normal do abdome revela ruídos hidroaéreos que refletem o deslocamento dos gases misturados ao bolo alimentar ao longo de uma víscera oca. O melhor local para auscultar os ruídos hidroaereos na fossa ilí aca esquerda.
De um modo geral, a exacerba o do peristaltismo menos significativa que a redu o. As exce es ocorrem na fase final da obstru o intestinal, nas hemorragias digestivas intraluminares e nas gastroenterites agudas n o complicadas.
As principais altera es a serem pesquisadas durante a ausculta s o:
Presença de ruídos hidroaéreos: descrever sua tonalidade, intensidade, timbre e frequ ncia (normal entre 5 e 10 por minuto). Burburinhos:som degases e l quido passando pordobras intestinais.
Peristaltismo da luta: obstru o.
Íleo paralítico: sil ncio abdominal. Caracteriza, na maioria dos casos, situa es de p s-operat rio, em que ocorre um silencio abdominal causado por uma resposta de defesa funcional do trato gastrointestinal em consequ ncia a um trauma. O retorno dos movimentos deve acontecer entre 24 e72 h. Se o tempo for maio, indicacomplica es (infec o peritoneal ou desequil brio hidroeletrol tico). Sopros:sugeremaneurismas e compress es, arteriais, f stulas art rio-venosas.
OBS6: Duas considera es cl nico-semiol gicas devem ser avaliadas e diferenciadas entre si; oO sinal de Corvoisier-Terrier caracterizado por tr s sinais: icter cia, ves cula palp vel e indolor, aus ncia de irrita o peritoneal. Estes tr s sinais em conjunto indicam neoplasia obstrutiva das vias biliares. oA tríade de Charcot caracterizada por icter cia (baixa intensidade), ves cula dolorosa (palp vel ou n o) e febre. Indica colangite (inflama o nas vias biliares).
Durante a anamnese, é especialmente importante pesquisar todas as características relacionadas à dor abdominal. Esta pode ser responsável por fornecer bases para diagnósticos de síndromes abdominais.
Início:é necessário pesquisar o tempo exato e a intensidade da dor no início.
Localização:é importante descrever a localização da dor no iníciodo sintoma, as alteração na localizaçãoe a sua irradiação.
Caráter: Cólica, Contínua, Aguda, Surda, Aperto ou Pulsátil.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Roteiro de Exame físico de Enfermagem

Executar o exame no sentido cefalo-caudal

*.*.*.*.*.*.*Cabeça e Pescoço*.*.*.*.*.*.*.*.*
Couro cabeludo:
( ) normal - sem alterações.
( ) problemas de enfermagem: dermatite, seborréia, piolho, pediculose, foliculite, calvície ou alopécia;
( ) outro: __________________________________________________________________________
Olhos

( ) normal - acuidade visual sem alterações.
( ) problemas de enfermagem: edema de pálpebras; exantelasma (indica acúmulos de colesterol); tersol ou blefarit (inflamação do foículo do cílio); ptose palpebral (queda da pálpebra - cai as duas); miastemia (toda a musculatura tem dificuldade de contração, uma pálpebra cai); lagoftalmia (bolsa de água).
( ) outro: __________________________________________________________________________
Globo ocular:
( ) normal: _________________________________
( ) problemas de enfermagem: (exoftalmia; enoftalmia.)
( ) outro: __________________________________________________________________________
Conjuntiva ocular e esclera:
( ) normal: _________________________________
( ) problemas de enfermagem: conjuntivite; icterícia; pterígeo (prega na conjuntiva ocular, carne
esponjosa)
( ) outro: __________________________________________________________________________
Iris e pupila:
( ) normal: _________________________________
( ) problemas de enfermagem: midríase (dilatação da pupila); miose (contração da pupila, menos de 02 mm); anisocoria (quando um contrai e outro dilata, diâmetros diferentes)
( ) outro: __________________________________________________________________________
Conjuntiva palpebral:
( ) normal - conjuntiva corada
( ) problemas de enfermagem: anemia, conjuntivite
( ) outro: __________________________________________________________________________
Seios paranasais:
( ) normal - sem presença de secreções, sem desvio de septo.
( ) problemas de enfermagem: sinusite
( ) outro: __________________________________________________________________________
Orelha:
( ) normal - acuidade auditiva normal.
( ) problemas de enfermagem: otite
( ) outro: __________________________________________________________________________


Boca:
( ) normal - boa condição higiênica, sem presença de lesões na mucosa.
( ) problemas de enfermagem: lábios: herpes viral, rachaduras, queilose (no canto da boca), queilite (falta de vitamina, fissura com processo inflamatório); gengivas e bochechas: gengivite, aftas ou estomatites, língua: língua saborrosa (língua branca), língua acastanhada (marrom e seca);
( ) outro: __________________________________________________________________________

Pescoço: (... )não há presença de gânglios visíveis e palpáveis. (... ) presença de gânglios.



*.*.*.*.*.*.*Aparelho Respiratório*.*.*.*.*.*.*.*.*
Inspeção estática:
- condições da pele, simetria, forma: tonel, funil (peito escavado), quilha (peito de pombo), cifoescoliose, abaulamentos e retrações; anormalidades assimétrica do tórax.
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Abaulamentos e retrações:
- inspecionar a face anterior, posterior e laterais com o mesmo rigor descritivo;
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Inspeção dinâmica:
- existem 3 tipos de respiração: costo torácica, costo abdominal, mista;
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Freqüencia respiratória:
- 14 a 20 mov./min. (movimentos >: taquipnéia ou polipnéia; / movimentos <: bradipnéia.), espontâneo?
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Palpação:
- examinar a sensibilidade, expansão e elasticidade torácica e vibração. Técnicas: paciente sentado ou em pé com os braços lateralizados; pesquisar alterações isoladamente para os ápices, regiões intraclaviculares e bases
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Percussão:
- digito-digital, sons.
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Ausculta:
- paciente sentado ou em pé, com o tórax descoberto, respirando com a boca entreaberta, sem fazer ruído; avaliar o fluxo de ar através da árvore traqueobrônquica, o espaço pleural e identificar presença de obstrução no pulmão; os movimentos respiratórios devem ser regulares e de igual amplitude; comparar regiões simétricas, metodicamente, do ápice até as bases pulmonares. Alterações: Estertores secos: comagem (asma) Estertores úmidos: crepitantes (pneumonia), bolhosos (subcrepitantes).
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*.*.*.*.*.*.*Aparelho Cardiovascular*.*.*.*.*.*.*.*.*
O paciente é posicionado em decúbito dorsal elevado a 30º, ficando o examinador do seu lado esquerdo ou direito;
Ausculta:
- 1º foco aórtico: 2º espaço intercosta; direito; 2º foco pulmonar: 2º espaço intercostal esquerdo; 3º foco tricúspede: 4º espaço intercostal - borda esternal esquerda; 4º foco mitral: 5º espaço intercostal (ictus cordis); 5º foco aórtico acessório: apêndice xifóide.
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*.*.*.*.*.*.*Aparelho Genito-urinário*.*.*.*.*.*.*.*.*
Urina:- Características da urina: volume, cor, odor, turvação, precipitações; Alterações miccionais: oligúria, disúria, anúria, polatúria, hematúria, incontinência urinária, retenção urinária, inurese; Cólicas renais; Percussão: Giordano - não deu cólica; Giordeno +deu cólica renal;

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*.*.*.*.*.*.*Aparelho Gastrointestinal*.*.*.*.*.*.*.*.*

Baço

- Palpação profunda e percussão: Posicione o paciente em decúbito lateral direito, mantenha-se à direita com o dorso voltado para a cabeceira da cama. Com as mãos paralelas fletidas em garra, deslize-as desde a linha axilar média E, hipocôndrio E até o epigastro. Esse órgão somente é palpável nas esplenomegalias resultantes de alterações patológicas. No entanto, na percussão dígito-digital pode ser percebida a borda superior do baço, inclusive, nos pequenos aumentos de volumes (06 cm2). Parâmetro normal: o baço é de consistência mole, contorno liso, triangular e acompanha a concavidade do diafragma. Ver forma, abaulamento, retração, circulação colateral e localização da cicatriz umbilical. Na posição em pé em perfil e no decúbito dorsal: apresenta a hemiabdome superior deprimido e o inferior com ligeira proeminência projetada na face anterior do abdôme, o abdôme deve ser plano e sua rede venosa superficial não deve ser visualizada.v Problemas de enfermagem:
( ) normal: _____________________________________.
( ) Consistência mole e dolorosa: infecções agudas;
( ) Consistência dura e pouco dolorosa: esquistossomose, cirrose hepática, leucemias e linfomas.
( ) Outro: __________________________________________________________________________

Intestinos
- Palpação profunda: Somente o ceco e o sigmóide são palpáveis devido à sua localização sobre o músculo psoas. Posicione-se à direita do paciente com as mãos paralelas fletidas em garra. Na expiração penetrar com as mãos ao nível da cicatriz umbilical até o músculo psoas. Deslizar as mãos obliquamente em direção à região inguinal direita. Se o paciente referir dor após essa manobra, poderá apresentar sinal de Blumberg positivo. Repita no lado esquerdo para palpação do sigmóide, indicando presença de fecaloma. Parâmetro normal: o ceco possui a forma de pera, é móvel e apresenta gargarejos. O apêndice vermiforme está posicionado à base do ceco, não sendo possível sua palpação.v Problemas de enfermagem:
( ) normal
( ) Dor na região inguinal direita: apendicite;
( ) Enterite: dor, flatulências, diarréias, desidratação, enterorragia;
( ) Pressão ou irritação química inibem a peristalce e excitam a válvula íleocecal.
( ) Hábito irregular de alimentação: constipação;
( ) Oclusão intestinal: tumor, aderência, verminoses, volvo, hérnia estranguladora.
( ) Outro: __________________________________________________________________________
Fígado
- Palpação profunda: Deve-se permanecer à direita do tórax do paciente com o dorso voltado para sua cabeceira. Colocar as mãos paraleas com os dedos fletidos em garras, desde a linha axilar anterior deslizando cuidadosamente do hipocôndrio direito até o hipocôndrio esquerdo. Solicita-se ao paciente para inspirar profundamente pois, nesta fase, devido ao impulso diafragmático, o fígado desce facilitando a palpação da borda hepática. Parâmetro normal: pode ou não ser palpável, é macio, tem superfície lisa e borda fina. O limite inferior não excede a dois ou três dedos transversos abaixo da reborda costal.v Problemas de enfermagem:
( ) normal: _________________________________________.
( ) Não palpável: cirrose hepática avançada (hipotrofia do fígado);
( ) Palpável: hepatopatias (hepatites, colecistite aguda, tumor);
( ) Extra-hepática: enfisema pulmonar pressiona o fígado.
( ) Outro: __________________________________________________________________________

SSVV:

TEMPERATURA: ______________________ (afebril, hipotermia, hipertermia)
RESPIRAÇÃO: ________________________ (eupneuco, bradipneico, taquipneuco)
P.A.: _________________________________ (normotenso, hipotenso, hipertenso)
F.CARDÍACA: _________________________ (normocárdico, bradicárdico, taquicárdico)
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