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domingo, 28 de setembro de 2014

Reavaliando a vida.




No ano passado muita coisa me aconteceu: Passei em enfermagem; perdi minha bolsa no IC, me senti traída por quem considerava como meus amigos e a quem sempre ajudei e protegi; perdi minha auto estima, minha confiança e me tornei uma pessoa frágil, medrosa e infeliz.

- Não gosto de dizer isso mas esta é a mais plena verdade caí em uma depressão da qual ainda não saí.

*Começou o meu ano letivo no novo curso e eu me senti o patinho feio. Fui  logo descriminada por ser negra e gorda, lógico que de modo velado( isso não foi imaginação ou surto psicótico), minha religião foi questionada por ser negra e usar lenços ao contrario de Judia, indu ou muçulmana fui confundida com adepta de religião de matriz africana( não desmereço a cultura de meu povo mas a religião não é a que congrego); senti um branqueamento velado quem não era branco era de modo induzido a portar-se ou fingir ser branca para ser aceita não sou hipócrita nem consigo fingir o que não sou e passei a não me sentir parte do grupo.

* As dificuldades acadêmicas depois de séculos sendo racional, lógica de tendo o meu intelecto sociopolítico sendo alimentado. Sofro para me adaptar as ciências biológicas as vezes me sinto em um mundo paralelo onde a linguagem me é difícil mas não impossível.

Depois de ter me habituado a conviver em um ambiente cheio de homens o mundo das mulheres me dá um certo medo.Viver cercada de meninas e ter que me adaptar aos jogos de convivência social e faz gritar dentro de mim. Háááááhhhhhhh....

Sexta feira dia 26/09 fiz meu exame de consciência e vi que criei fantasmas, juntei mágoas e me fechei para o mundo me afogando em um mar de tristezas e melancolias onde nada me fazia feliz.

Decidi me dar uma chance para a felicidade perdoando o passado e vislumbrando o que o futuro me reserva.



segunda-feira, 21 de julho de 2014

* Mensagem de Francisca Lígia Sobral para a Enfermagem




A enfermeira deve agir com independência em sua atuação profissional, mas sempre ao lado do paciente.
 É ela que esta as 24 horas presente, a que primeiro corre para prestar socorro na emergência, é ela que sede os cuidados essenciais, elementares e primitivos que o ser humano precisa, é a pessoa onde o paciente busca não só o profissional mas o afeto, a compreensão e a segurança na assistência. Dediquem-se ao seu paciente seja pessoa, individuo ou comunidade.”

O mercado de trabalho pode ser difícil mas a profissão exige AMOR e DEDICAÇÃO.”

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ser Enfermeira...

Durante a Disciplina de Enfermagem Saúde e Sociedade tivemos uma atividade na qual cada um teria de entrevistar uma personalidade da enfermagem alagoana. 
A minha personalidade foi a enfermeira Francisca Lígia Sobral a professora Regina Santos a entrevistou para mim e me deu a gravação para transcrição me apaixonei por Lígia.

O que aprendi com ela:
Para se fazer o que ela fez é necessária ser rígida consigo mesma enquanto profissional.
Ser extremamente dedicada ao próximo.
Ser observadora.
Lembrar que estaremos lidando sempre com pessoas e que as mesmas por vezes podem ser difíceis de se lidar mas que devem ser sempre tratadas com respeito.


Dignidade, amor, respeito e dedicação esta é a base da enfermagem.

domingo, 13 de julho de 2014

Mary Jeane Seacole - A Enfermeira Negra.




Países racistas como os Estados Unidos ou Inglaterra consigam aviltar uma personagem da história humana como foi a Sra. Mary Seacole, considerada a Florence Nightgale negra. Mas no Brasil, um país multicultural, multicolorido é 
surpreendente não sabermos nada a respeito deste pedaço da história da profissão da enfermagem. 

“Mary Seacole: Enfermagem incluindo, derrubando preconceitos e elevando a qualidade de vida”, onde abordou a trajetória de vida de Mary Seacole, uma enfermeira negra esquecida frente ao preconceito da sua época. Também conhecida como Madre Seacole ou Mary Grant em seu país de origem, a Jamaica, atuou como voluntária ao lado da também enfermeira Florence Nightingale, precursora da enfermagem moderna, durante o período mais sangrento da Guerra da Criméia (1854 a 1856).






Seacole foi uma enfermeira jamaicana conhecida por seu envolvimento com a guerra da Criméia, palco de atuação da também enfermeira, Florence Nightingale, de Florença - Inglaterra, precursora da enfermagem moderna que conhecemos hoje.

O fato é que todos que atuam em saúde e principalmente na profissão de enfermagem aprendem sobre sua história como enfermeira da Lâmpada e das estatísticas, seus méritos de melhora no atendimentos aos feridos da guerra etc. Mas ninguém sabe ou ninguém aprende sobre Mary Seacole, enfermeira também de sua importância para a época e que também atuou junto aos feridos da guerra.

Foi mais ou menos assim: A guerra da Criméia acontecia, E Seacole foi para Londres se candidatar a enfermeira voluntária, mas não foi aceita. Logo em seguida o governo britânico autorizou a ida de Florence com suas 28 enfermeiras. Seacole sabendo disso, pegou dinheiro emprestado e foi por conta própria para a guerra.

Mas a grande questão que podemos levantar aqui é: por que uma enfermeira negra, com conhecimentos de ervas medicinais e grande bravura, foi esquecida por mais de 1 século por todos ? Por que foi recusada como voluntária para ajudar aos feridos na Guerra?Questões que podemos tentar responder ... para que repensemos nossas práticas de hoje.













Para saber mais:

http://www.youtube.com/watch?v=_w5kf3UTzHs

http://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Seacol

-- 

Márcia Regina Barbosa da Silva.
Graduanda no Curso de Enfermagem Bacharelado.
Bolsista no Laboratório de Pesquisa em Tratamento de Feridas - LpTF
Escola de Enfermagem e Farmácia. ESENFAR - UFAL
(82) 9323-6303 reginaufal@gmail.com